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Como aumentar seu faturamento utilizando galpão de lona?

O setor de alimentos é um dos mais importantes da economia do Brasil. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), mostram que, atualmente, o setor de alimentos e bebidas representa quase 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Além disso, em 2019, contribuiu com o índice recorde de 68,2% do saldo da balança comercial do país e resultou na geração de mais de 1,6 milhão de empregos formais e diretos.

A importância do setor de alimentos na economia do Brasil e no segmento atacadista

No primeiro semestre de 2020, a indústria de alimentos e bebidas, no Brasil, registrou crescimento de 0,8% em faturamento e 2,7% em produção física, em relação ao mesmo período de 2019. Ainda é possível destacar, o aumento de 0,6% nas contratações diretas e formais e a geração de 10.300 vagas neste mesmo período. Estes números também são refletidos no segmento atacadista e distribuidor de alimentos.

Caracterização do segmento atacadista e distribuidor

Em 2019, de acordo com o Ranking ABAD/Nielsen 2020, realizado pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD), em parceria com a consultoria Nielsen, o setor atacadista e distribuidor registrou faturamento de R$ 273,5 bilhões. Este valor representou crescimento nominal de 4,5% e crescimento real de 0,19%, em relação a 2018.

Em 2020, mesmo com todos os impactos negativos trazidos à economia pela pandemia do novo coronavírus, o crescimento nominal do setor, foi, no mês de julho, 6,7% maior do que no mês de junho. Este índice também se apresentou 6,16% maior, do que o ocorrido em julho do ano passado. De janeiro a julho de 2020, o crescimento foi da ordem de 2,87% maior do que no mesmo período de 2019.

De acordo com a ABAD, os atacadistas fazem parte dos que compram e vendem produtos de fornecedores da indústria para fazer a venda ao varejo. Desta forma, a maior parte de seu atendimento é para os pequenos varejistas independentes. Os distribuidores envolvem os que compram e vendem produtos de fornecedores da indústria.

A venda por atacado define-se como aquela feita em grandes quantidades de produtos. O objetivo principal é que estes itens sejam vendidos por preços menores, já que, na maioria das vezes, são destinados à revenda. As empresas neste segmento trabalham, conjuntamente com distribuição, gerando capilaridade. Conseguem, desta forma, atender a maior parte dos pequenos comerciantes.

A participação do segmento atacadista de alimentos na economia do país

O segmento atacadista e distribuidor vem crescendo de maneira consistente, desde 2004, quando seu faturamento foi da ordem de R$ 79,3 bilhões. Em 2017, este valor subiu para R$ 259,6 bilhões, o que significou um incremento de 0,7% em relação ao faturamento apontado em 2016.

As informações da ABAD mostram, também, que o setor detinha, em 2019, 53% de participação no mercado mercearil nacional, que foi avaliado como sendo de R$ 516,2 bilhões. O mercado mercearil compreende os produtos de uso comum das famílias brasileiras, como alimentos, bebidas, higiene e cuidados pessoais.

O setor atacadista e distribuidor abastece 95% dos produtos comercializados pelo pequeno varejo independente e pelo varejo tradicional. Em 2019, os supermercados pequenos e o varejo tradicional, clientes do segmento atacadista e distribuidor, faturaram, conjuntamente, R$ 162,5 bilhões, com crescimento de 4,2% em relação ao ano anterior.

Esta força do varejo independente proporciona ao setor atacadista e distribuidor uma forte participação no mercado. Este segmento é o canal indireto, fortalecido pela indústria, que abastece o pequeno e médio varejo e se mantém em constante crescimento.

Assim, fica evidente a influência do setor atacadista e distribuidor na economia brasileira. Também não se deve deixar de destacar sua importância em âmbito social.

Desafios do setor atacadista

A dificuldade intrínseca ao setor atacadista é a mão de obra. Devido à necessidade de mão de obra qualificada, com habilidades específicas e conhecimentos técnicos, há pouca oferta, o que causa falta de pessoal e aumento dos custos com recursos humanos.

Outro desafio do setor é escalar a produção de acordo com a demanda. Isto é uma grande dificuldade, pois, normalmente, quando não há equilíbrio entre a demanda e a produção, o setor perde a credibilidade no mercado. É necessário que os produtos sejam estocados de acordo com a demanda. Para tanto, é imprescindível que haja um trabalho árduo e constante no gerenciamento da produção, a fim de que se atenda à demanda com agilidade e qualidade, sem desperdiçar recursos.

A gestão do estoque, no setor atacadista também merece atenção dobrada. A embalagem e a armazenagem devem ser aprimoradas, aproveitando devidamente os espaços. Além disso, equívocos na separação dos produtos e perdas indevidas têm que ser controladas e gerenciadas devidamente, a fim de evitar prejuízos financeiros.

O setor também precisa ter equipes de trabalho otimizadas e eficientes. O sucesso do negócio está diretamente ligado ao bom desempenho das equipes de trabalho. Dessa maneira, é necessário adotar estratégias eficazes que forneçam o suporte adequado à atuação dos profissionais. Assim como, é preciso garantir que os profissionais tenham a motivação necessária para conquistar melhores resultados.

Por fim, para se obter um resultado positivo no setor atacadista, é necessário integrar as áreas de logística, vendas e suporte ao cliente. A definição de processos e a padronização de procedimentos garantem a boa execução das ações. E permitem buscar a melhoria contínua, aumentando a possibilidade de obtenção de novas parcerias e negócios sólidos e estáveis.

Tendências e expectativas do segmento atacadista no Brasil

Segundo as informações da ABAD, a tendência do setor atacadista, no Brasil, é de crescimento. Dados e projeções comprovaram que, entre os anos de 2014 e 2018, o número de empresas cresceu em aproximadamente 26%.

As perspectivas para o segundo semestre de 2020 são otimistas, já que o retorno gradual das atividades econômicas ajudará a recompor o mercado de trabalho e impulsionar o consumo. As previsões da ABAD são de que o ano de 2020 se encerre com crescimento do setor, por volta de 2%. Considerando o setor atacadista de alimentos, esta expectativa se mantém e se apresenta positiva.

Tudo isto porque ações têm sido implantadas, visando o enfrentamento dos desafios apresentados, a melhoria do atendimento e a ampliação dos negócios para o futuro.

Com o intuito de facilitar a vida dos clientes, atacadistas e distribuidores seguem procurando maneiras de enfrentar a concorrência, oferecendo vantagens aos pequenos empresários. Desta forma, uma das tendências do setor é fortalecer os pequenos mercados, agregando serviços como gôndolas mais organizadas e a possibilidade de profissionalizar os varejistas, por meio de treinamentos especializados a esse público.

Também se sabe que há possibilidade dos atacadistas e distribuidores aproximarem-se dos clientes finais, conseguindo competir com os pequenos varejistas, por meio da criação de programas de fidelização. Além disso, a implantação de iniciativas que fortalecem e preservam as margens de operação do atacado e distribuição também permitem ao setor maior competividade com o varejista.

Outra tendência de crescimento e competitividade do setor é o investimento em ações de marketing direcionado ao público alvo. Com isso, seria possível atacadistas e distribuidores conhecerem melhor o público que consome seus produtos, fidelizando assim, seus clientes e ampliando seu negócio.

O investimento em transformações digitais tende a ajudar as redes atacadistas e distribuidoras a melhorarem suas ações e alcançarem novas perspectivas. A adoção de tecnologias modernas envolve alcançar melhorias em diversas áreas, como no atendimento aos clientes varejistas e controle de estoque.

Diversas destas tecnologias já existem no mercado. Por exemplo, implantação de soluções de cibersegurança sobre as transferências eletrônicas na venda de cartões dos clientes varejistas. Ou então, sistemas para etiquetagem de produtos de alto risco, como carnes, frios ou chocolates.

A transformação digital também está sendo implantada na experiência do cliente. O objetivo é garantir que os consumidores tenham uma experiência positiva nas lojas e se sintam atraídos e beneficiados por uma boa prestação de serviço. Com isso, as empresas conseguirão aumentar sua produtividade e eficiência, reduzindo seus custos e aumentando suas margens.

As empresas do setor de atacadistas também estão investindo na qualificação profissional de seu pessoal. Para tanto, as empresas estão oferecendo cursos de ensino à distância aos seus funcionários. Com isso, conseguem reduzir os custos e levar treinamentos rápidos e adequados para seus recursos humanos.

A importância da armazenagem adequada dos produtos do setor atacadista de alimentos

A armazenagem dos produtos é um grande desafio do setor atacadista de alimentos. A otimização dos espaços e a triagem dos produtos armazenados podem trazer resultados positivos e melhorar a eficiência do negócio.

Atenção redobrada deve ser dada ao armazenamento de produtos perecíveis, cujos prazos de validade devem ser controlados e monitorados.

De acordo com dados do Serasa Experian, a rentabilidade do segmento de atacado e distribuição é em torno de 1%. A partir deste dado, a expansão física, por meio da construção de novos centros de estocagem e distribuição é algo que se coloca como inviável financeiramente.

O aprimoramento do metro quadrado de armazenamento apresenta-se como uma possibilidade de expansão em faturamento e rentabilidade. Nestes locais que permitem a armazenagem mais otimizada, é possível controlar melhor os estoques e gerenciá-los, diminuindo seu tempo de estocagem, por exemplo. Com isso, pode-se explorar novos fornecedores e, consequentemente, apostar em categorias com margens maiores.

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